Governo do Estado garante gratificações a alguns servidores
Mumbai
Ahmedabad
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| Foto: José Leomar |
A Assembleia Legislativa aprovou, ontem, por unanimidade, um total de 10
projetos do governador Camilo Santana, a maioria deles tratando de concessão de
gratificações a servidores públicos. A "enxurrada" de matérias
aprovadas, algumas, inclusive, enviadas pelo Executivo estadual ainda na manhã
de ontem, quinta-feira, provocou a reclamação de deputados da oposição sobre a
pressa em deliberá-las, sem tempo hábil para discussão. A partir de amanhã, os
governos não poderão mais dar benefícios a servidores por conta da legislação
eleitoral.
Os deputados da base governista se apressaram em aprovar o regime de
urgência de algumas das proposições, ainda na última quarta-feira (4), porque a
legislação eleitoral proíbe que o gestor, no período de 180 dias antes das
eleições até o dia da posse dos candidatos eleitos, conceda aumento na
remuneração do funcionalismo público. A regra existe para evitar que o eleitor
seja influenciado e para garantir a igualdade entre os pretensos candidatos.
Esse prazo, portanto, encerra-se nesta sexta-feira (6).
Os deputados aprovaram gratificações para servidores da Secretaria do
Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), no percentual de 30%; do Instituto de
Pesquisa e Estratégia Econômica (Ipece), no valor de 60%; da Secretaria de
Recursos Hídricos, em 30%; da Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra),
em 30%; para a Procuradoria-Geral do Estado, no percentual de 30%; para a
Secretaria de Cultura do Estado, em 30%; para a Secretaria de Planejamento do
Estado, no valor de até 60%; e para servidores da Agência de Defesa
Agropecuária do Estado (Adagri). Também foi aprovada a instituição do
vencimento base dos professores da rede estadual de ensino em 2018.
Suspensa
Algumas dessas gratificações serão incorporadas pelos beneficiados no
momento da aposentadoria. Havia uma expectativa na Assembleia sobre esse
benefício da incorporação, também para o pessoal da Polícia Militar, mas a
matéria não chegou e agora será praticamente inviável acontecer, tendo em vista
a limitação da lei e a consequente impossibilidade de votação na sessão de hoje
e a sanção do governador.
Algumas das mensagens haviam tido a urgência aprovada na quarta; outras,
no entanto, foram lidas em Plenário, tiveram a urgência decretada e foram
aprovadas em votação final ontem mesmo, em um dia só. A rapidez na tramitação
das matérias chamou a atenção de parlamentares da oposição, que se queixaram da
falta de tempo para se debruçarem sobre elas.
Para que isso acontecesse, em relação às matérias que chegaram ontem ao
Legislativo, a sessão teve que ser suspensa para permitir uma reunião
extraordinária da Mesa Diretora, em que as matérias seriam examinadas e
receberiam o parecer favorável. Como a Assembleia está sem as suas comissões
técnicas, os integrantes da Mesa é que dão parecer às matérias a serem votadas
pelo Plenário.
"Não entro no mérito sobre o benefício aos servidores, mas o que se
quer fazer é política às vésperas de uma eleição", disse o deputado
Roberto Mesquita (PROS), reclamando da aprovação do regime de urgência das
matérias que chegaram ontem ao Legislativo. A base aliada garantiu todo o
processo de votação das proposições, inclusive a redação final de todas
elas.
Fonte: Diário do Nordeste
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