Perto de 100% dos postos do Estado estão normais, segundo Sindipostos
Mumbai
A situação de abastecimento dos postos de
combustíveis do Ceará está normalizada. "Perto de 100% dos postos do
Estado estão normais. A situação mais crítica é no Cariri porque os postos de
lá recebem combustível de Suape. Mas até esta segunda (28) estará tudo
normalizado", afirmou o assessor do Sindicato do Comércio Varejista de
Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos), Antônio José Costa.
Entretanto, a paralisação de 72 horas dos petroleiros, na próxima quarta-feira
(30), pode agravar a crise de abastecimento em todo o País, inclusive no Ceará.
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| Foto: Reprodução |
Segundo Emanuel Menezes, da diretoria executiva do
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo (Sindipetro CE/PI), o
efeito no abastecimento de combustíveis é imediato. "Essa paralisação
ainda vai ser definida, mas a ideia é apoiar essa greve dos caminhoneiros no
que diz respeito do que essa paralisação vai surtir de efeito. A depender da
adesão dos petroleiros cearenses diversos setores vai ser impactados e os efeitos
serão imediatos. A gente espera um alto impacto em um curto intervalo de
tempo".
De acordo com Menezes, quase 90% dos petroleiros
deve aderir a greve de três dias. "Segundo Federação Única dos Petroleiros
(FUP), em todo o País, a adesão é de mais de 90% dos trabalhadores e isso vai
ser potencializado ainda mais apesar de ser uma paralisação de apenas três
dias".
Reivindicações
Conforme o diretor do Sindipetro CE/PI, uma das
reivindicações é a saída do atual presidente da Petrobras, Pedro Parente.
"Com a saída de Parente nós esperamos o fim das vendas das nossas unidades
e isso impacta diretamente no preço e na dependência do País de empresas
estrangeiras. Outro efeito que nós esperamos é a mudança na política de preços
da Petrobras, que é bastante danosa para a sociedade", disse.
Em nota, o Sindipetro informou que "atual
política de reajuste dos derivados de petróleo, que fez os preços dos
combustíveis dispararem, é reflexo direto do maior desmonte da história da
Petrobras. Os culpados pelo caos são Pedro Parente e Michel Temer, que,
intensifica a crise ao convocar as força armadas para ocupar as refinarias. A
FUP repudia enfaticamente mais esse grave ataque ao Estado Democrático de
Direito e exige a retirada imediata das tropas militares que estão nas
instalações da Petrobras". "A greve de advertência é mais uma etapa
das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve
nacional por tempo indeterminado. Os eixos principais do movimento são a
redução dos preços dos combustíveis, a manutenção dos empregos, a retomada da
produção das refinarias, o fim das importações de derivados de petróleo, não às
privatizações e ao desmonte da Petrobras e a demissão de Pedro Parente da
presidência da empresa", acrescentou a nota do Sindicato dos petroleiros.
Ações
Também em nota, o Sindipetro afirmou que ainda
ontem, os petroleiros fizeram novos atrasos e cortes de rendição em quatro
refinarias e fábricas de fertilizantes que estão em processo de venda: Rlam
(BA), Abreu e Lima (PE), Repar (PR), Refap (RS), Araucária Nitrogenados (PR) e
Fafen Bahia.
"Na segunda-feira (28), a FUP e seus
sindicatos realizarão um Dia Nacional de Luta, com atos públicos e mobilizações
em todo o Sistema Petrobras, denunciando os interesses que estão por trás da
política de preços de combustíveis, feita sob encomenda para atender o mercado
e as importadoras de derivados. A gestão entreguista de Pedro Parente está
obrigando a Petrobras a abrir mão do mercado nacional de derivados para as
importadoras", afirmou.
A nota ainda informou que o número de importadoras
de derivados quadruplicou nos últimos dois anos. "Em 2017, o Brasil foi
inundado com mais de 200 milhões de barris de combustíveis importados, enquanto
as refinarias estão operando com menos de 70% de sua capacidade".
Pouco impacto
Na opinião de Bruno Iughetti, especialista em
Petróleo e Gás, o movimento de paralisação dos petroleiros não tende a ampliar
a crise de abastecimento. "Não vejo ambiente e nem condições para que isso
realmente assuma proporções que estamos verificando com a greve dos
caminhoneiros. Eu não tive condições de ver o manifesto deles, mas não encontro
motivo para que haja um movimento em vista porque o governo, bem ou mal, já
firmou uma pauta e disse quais são as condições e não faz sentido agora uma
pauta dos petroleiros", acrescentou. Iughetti também afirmou que a
paralisação dos petroleiros não deve prejudicar o abastecimento.
"A situação de disponibilidade de gasolina e
diesel estará normalizada. Não vejo problema no abastecimento no início desta
semana".
Fonte: Diário do Nordeste
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Ceará
