Ciro afirma torcer por liberdade de Lula
Mumbai
Ahmedabad
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| Foto: Sergio Moraes / Reuters |
O pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro
Gomes, disse ontem (18/06) torcer pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva “o quanto antes”. No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro
Edson Fachin pediu que seja incluída na pauta da Segunda Turma do dia 26 de
junho um pedido da defesa de Lula para suspender a prisão. Para Ciro Gomes, o
resultado do julgamento é imprevisível.
“Fundo de urna e cabeça de juiz ninguém tem a menor ideia
do que vem. Então eu torço que o Lula seja o quanto antes posto livre”,
declarou Ciro, após participar de um fórum promovido pela União da Indústria de
Cana-de-Açúcar (Unica), em São Paulo.
Apesar de defender a liberdade de Lula, de quem já foi
ministro, Ciro destacou que tem divergências em relação aos rumos que o
ex-presidente está “impondo” ao PT, em referência à manutenção da
pré-candidatura do petista, preso e condenado na Operação Lava Jato, e à
dificuldade de admitir uma alternativa com outros partidos de esquerda.
“Com todas as discordâncias que eu tenho dele e dos rumos
que ele tem imposto ao PT, eu me sinto muito mal com a ideia de que tenha um
líder popular da grandeza do Lula mantido preso”, disse o pedetista, reforçando
que, para ele, a prisão do ex-presidente é “dolorida”.
Ciro evitou declarar se, caso fosse eleito, daria indulto
ao ex-presidente Lula. “Se eleito, você volta a falar comigo sobre o assunto”,
respondeu.
Ao comentar a tentativa de aproximação do PT com o PSB,
partido que Ciro também busca para compor aliança, ele evitou rivalizar com os
petistas quando perguntado se via uma tentativa de Lula de isolá-lo na disputa.
“Papel de um candidato ou partido é procurar aliança, errado esteve aquele
partido ou aquela aliança que no passado empurrou todo mundo para fora”.
Sobre suas conversas com o PSB, Ciro afirmou que “estão
indo bem”, mas que não há nenhuma definição no momento. “O tempo é deles”,
declarou.
Criticando a política de preços da Petrobras adotada no
governo de Michel Temer, Ciro Gomes defendeu que os preços sejam definidos com
base nos custos da estatal e no lucro em linha com os concorrentes. Ele disse
acreditar que uma margem razoável de lucro é de 3%. “Ninguém ganha lucro de
20%, 30%, como o sr. Pedro Parente (ex-presidente da Petrobras) fez agora”,
comentou. Para o presidenciável, entregar o lucro da empresa para acionistas
minoritários “é um crime”.
Com
informações portal O Povo Online
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Política
