Dilma confirma pré-candidatura ao Senado
Mumbai
Ahmedabad
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| Foto: Roberto Stuckert Filho / PR |
A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) confirmou sua
pré-candidatura ao Senado em reunião nesta quinta-feira (28) com dirigentes e
deputados petistas de Minas para costurar a campanha.
“Não vou me furtar a participar de uma luta que eu
julgava que não teria mais participação ativa eleitoral”, afirmou a
jornalistas. “Estou me colocando ao Senado, fazendo uma consulta ao partido
para avaliar as condições”, disse Dilma.
“Essas eleições são importantes porque podem interromper
o processo do golpe.”
É a primeira vez que Dilma se reúne com o partido para
tratar oficialmente da pré-candidatura. O governador Fernando Pimentel (PT) estava presente. A candidatura de Dilma
é considerada favorita em Minas, estado onde ela derrotou Aécio Neves (PSDB) em
2014. Se ele se candidatar à reeleição, se enfrentarão novamente.
No último dia permitido pela Justiça Eleitoral para
futuros candidatos alterarem seu domicílio, em 6 de abril, Dilma transferiu seu
título para Minas, sua terra natal, embora a trajetória política esteja ligada
ao Rio Grande do Sul.
Na época, ela não confirmou a candidatura, costurada a
pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas disse que
participaria da campanha eleitoral de qualquer forma e que transferiu o
domicílio para cuidar da mãe idosa, moradora de BH.
Segundo o deputado estadual Durval Ângelo (PT), líder de
governo na Assembleia, Dilma se concentra na candidatura desde abril e a
reunião desta quinta serve para coordenar suas viagens e estrutura de campanha.
“Ela é candidatíssima e para ganhar. A decisão já havia
sido tomada por Lula e pela direção nacional e ela já tinha aceitado”, disse
Durval. Dilma esteve em ato do PT em Juiz de Fora e no lançamento da
pré-candidatura de Lula em Contagem, onde foi recebida aos gritos de senadora.
Os ex-ministros Patrus Ananias, Eleonora Menecucci e
Alexandre Padilha estão na equipe de campanha da ex-presidente. Na avaliação de
Durval, a entrada de Dilma favorece Pimentel e nacionaliza a eleição mineira,
tirando o foco da crise financeira estadual para a impopularidade do governo
Michel Temer (MDB).
Oposição
Enquanto o senador Aécio Neves (PSDB-MG) não anuncia se
será candidato à reeleição, Dilma já tem como opositor o ex-deputado estadual
Dinis Pinheiro (SD), anunciado como pré-candidato ao Senado na chapa tucana de Antonio
Anastasia.
Ao receber o apoio do Solidariedade nesta quinta, o
pré-candidato ao governo de Minas afirmou que o estado “não admite aventureiros
e muito menos paraquedistas”, em referência à Dilma. Ao falar com a imprensa,
Anastasia evitou a polêmica dizendo que não escolhe adversários.
Já Pinheiro não poupou críticas, dando o tom da campanha.
“A história dela foi construída no Rio Grande do Sul. Esse negócio de
candidatura arrumada de última hora não funciona aqui. Aqui não é Amapá, não é
nenhuma senzala, nenhum curral eleitoral”, disse fazendo referência ao
ex-presidente José Sarney (MDB), que mudou o domicílio eleitoral para o Amapá
para viabilizar uma vaga no Senado.
Pinheiro classificou a vinda de Dilma como oportunismo e
agressão à inteligência de Minas. “A vida política tem que ser feita por
princípios e não por conveniência. O mineiro vai rechaçar isso com veemência.
Mineiro vai eleger o mineiro.”
Fonte:
Paraná Portal
Tags:
Política
