Empregados da Eletrobras planejam greve de 72 horas e pedem saída do presidente
Mumbai
Ahmedabad
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| Foto: Nadia Sussman/ Bloomberg |
Depois dos caminhoneiros e petroleiros, os
empregados da Eletrobras pretendem fazer uma greve de 72 horas a partir do dia
11 de junho contra a privatização da empresa.
O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) da
base Rio fará um ato unificado na porta da sede da Eletrobrás, às 12 horas, no
primeiro dia de greve, reunindo funcionários de Furnas, Eletronuclear, Cepel e
da holding Eletrobras.
Além da suspensão do processo de privatização da
companhia, o protesto pede a saída do presidente Wilson Ferreira Jr. Com o
bordão "Fora Pinto" nos cartazes que estão sendo preparados para a
greve, a categoria espera que o executivo seja afastado por estar tomando
atitudes que vão contra o interesse da companhia e depreciando a imagem da
mesma junto à sociedade.
Ferreira Jr, que também tem Pinto no sobrenome, vem
se esforçando para vender as seis distribuidoras deficitárias da companhia; as
70 Sociedades de Propósito Especial (SPEs) selecionadas nos segmentos de
transmissão e energia eólica; e promover a capitalização da Eletrobrás que vai
diluir a participação do governo no capital da empresa.
Até o momento porém, não conseguiu executar nenhuma
venda, mas melhorou as finanças da companhia, o que dá argumentos aos
empregados de questionarem a necessidade de prosseguir com a privatização.
A categoria briga também pelo dissídio coletivo de
trabalho que venceu em maio.
A proposta da empresa é de recompor apenas 70% do
INPC e incluir uma cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que dá poderes
à companhia para alterar benefícios como o plano de saúde, o que está sendo
rejeitado pelos empregados.
Fonte: Estadão Conteúdo
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