Fachin libera para o plenário do Supremo pedido de liberdade de Lula
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O ministro Luiz Edson Fachin liberou nesta quinta-feira
(28) para julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) o recurso da
defesa de Luiz Inácio Lula da Silva contra a decisão que arquivou o pedido de
liberdade do ex-presidente.
Caberá à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, marcar
a data. Com a decisão de liberar o caso para a pauta do plenário antes mesmo de
parecer da PGR, Fachin tenta garantir que o pedido de liberdade de Lula seja analisado
pelo plenário na volta do recesso, a fim de evitar uma decisão liminar
(provisória) de outro ministro antes disso. O STF entra em recesso em julho e
retoma as atividades em agosto.
Fachin tomou a decisão de liberar o processo depois que a
defesa de Lula apresentou um novo pedido de liberdade e solicitou a mudança de
relator.
Lula foi preso em abril, depois de ser condenado pelo
Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4) a 12 anos e 1 mês de prisão
por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).
Lula se diz inocente.
A prisão do ex-presidente foi baseada em entendimento do
STF de que a pena pode começar a ser cumprida a partir da condenação na segunda
instância, como o TRF-4.
A defesa de Lula, no entanto, argumenta que ele tem
direito de ficar livre enquanto houver possibilidades de recursos.
Pedido
da defesa
A ação movida pela defesa, chamda de agravo regimental,
precisa seguir um trâmite específico de prazos e o relator tem que ouvir a
Procuradoria Geral da República antes de levar o recurso a julgamento.
No agravo contra a decisão de Fachin, que arquivou o
pedido de liberdade, a defesa afirma que o fato de o recurso ao Supremo ter
sido rejeitado pelo TRF-4 não impede a Suprema Corte de analisar o pedido para
suspender os efeitos da condenação.
Cabe ao tribunal regional fazer admissibilidade do
recurso aos tribunais superiores - no caso de Lula, só houve remessa de recurso
ao Superior Tribunal de Justiça.
Os advogados frisam que o recurso já foi apresentado no
TRF-4 e que isso é um "fato novo". E destacam que Lula corre
"risco de grave e irreparável lesão a um direito fundamental".
Conforme a defesa, o recurso contra a condenação
necessariamente terá que ser remetido pelo TRF-4 ao Supremo.
Portanto, não há necessidade de se aguardar a chegada
dele antes de analisar o efeito suspensivo da condenação.
Isso porque, se o TRF-4 mantiver a decisão de não enviar
ao Supremo, as regras exigem que o próprio STF avalie o cabimento do recurso
contra a condenação.
Fonte:
G1
Tags:
Política
