Advogados pedem prisão de Moro e de delegado da PF no Paraná
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| Foto: Luiz Felipe Barbieri |
O Coletivo Advogadas e Advogadas pela Democracia pediu
hoje (8) ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região a prisão do juiz federal
Sérgio Moro e do delegado da Polícia Federal no Paraná Roberval Drex pelos
crimes de desobediência e contra a administração da Justiça.
A ação é direcionada ao desembargador plantonista do
Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Rogério Favreto. No início deste
domingo, o desembargador mandou soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva,mas até o momento a decisão não foi cumprida e Lula continua preso na
Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
Segundo o grupo de advogados, o juiz Sérgio Moro não
poderia se pronunciar sobre a prisão de Lula por estar em férias e, portanto,
“sem jurisdição em sua própria vara”. A decisão teria sido igualmente
descumprida pelo delegado por uma suposta determinação de Sérgio Moro.
Recurso
Um advogado de Fortaleza, Rodrigo Magalhães Nóbrega,
recorreu ao presidente do TFR4, desembargador Thompson Flores, para que revogue
a decisão de soltar o ex-presidente. Na alegação do advogado, o habeas corpus
não poderia ter sido concedido a Lula durante o plantão judiciário. Além disso,
ele alega que a decisão pode gerar insegurança jurídica.
“Diversos
prejuízos poderão ser causados não apenas aos processos que envolvam o apenado,
Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, mas a todos os processos de cunho semelhante,
promovendo grave insegurança jurídica”, argumenta.
Até o momento, não há decisão em nenhuma das duas ações.
Entenda
o caso
Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em
Curitiba desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que
determinou a execução provisória da pena de 12 anos de prisão na ação penal do
triplex do Guarujá (SP), após o fim dos recursos na segunda instância da
Justiça.
Na manhã de hoje (8), o desembargador federal Rogério
Favreto, do TRF-4, concedeu habeas corpus ao ex-presidente. A decisão deveria
ser cumprida em regime de urgência, ainda neste domingo, e por não se tratar de
dia útil, seria dispensado o exame de corpo de delito, caso fosse de interesse
do próprio Lula.
No entanto, após a decisão, Moro argumentou que Favreto
não teria competência para mandar soltar o ex-presidente. Logo em seguida, o
Ministério Público Federal também se posicionou de forma contrária à soltura.
Em nota, a assessoria de imprensa da Justiça Federal no
Paraná disse que o juiz Sergio Moro informou que está de férias de 2 a 31 de
julho. Mas, ao ter sido citado como autoridade coatora no habeas corpus,
entendeu ser possível despachar no processo.
Também em nota, a Procuradoria-Geral da República afirmou
que está atuando em conjunto com o Ministério Público Federal na 4ª Região e
confirmou a posição da instituição em favor da manutenção da prisão de Lula até
o trânsito em julgado da ação.
O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) afirmou que o
ex-presidente estava muito cético com a possibilidade de ser solto neste
domingo. "Estive agora com o presidente Lula [na Superintendência da
Policia Federal, em Curitiba]. Desde que lhe dei a notícia, sempre demonstrou
ceticismo quanto ao cumprimento da decisão judicial", disse em entrevista.
Damous é advogado e foi incluído na equipe de defesa do
ex-presidente.
Após as decisões conflitantes, Rogério Favreto voltou a
determinar a soltura do ex-presidente. No entanto, até o momento, Lula
permanece preso na Superintendência da PF em Curitiba.
Fonte:
Agência Brasil
Tags:
Política
