O Ceará segue ocupando os melhores lugares entre as escolas públicas do
Brasil no ensino fundamental. Manter boas posições no ranking, no entanto, é
desafio conforme as séries vão avançando. Das 100 melhores instituições
públicas de anos iniciais do Brasil, 82 estão no Ceará. O dado foi divulgado
ontem pela Secretaria da Educação do Estado (Seduc) e tem como base o Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado na segunda-feira, 3.
O número representa ainda que, neste nível de ensino, 99,5% das
instituições atingiram a meta preconizada pelo Ministério da Educação,
colocando o Ceará com nota de 6,1, superior à meta para 2020.
Conforme os dados, Sobral é a cidade cearense com o melhor ensino
fundamental. A média no município subiu de 8,8 em 2015 para 9,1.
Incluindo também o ensino médio, a nota subiu de 6,7 para 7,2. Os dados
deixam a educação da Cidade com avaliação equivalente à de países
desenvolvidos.
"Temos uma política de educação infantil forte. Conseguimos fazer,
em cooperação com os municípios, a ampliação da oferta dos 4 e 5 anos, e a
gente tem um trabalho de alfabetização na idade certa com o Paic, que está
completando dez anos. Isso vem dando resultados importantes", cita Rogers
Mendes, titular da Seduc.
Mesmo diante do crescimento, há desafios para manter os resultados à
medida que os níveis de ensino vão avançando. Nos anos finais, por exemplo, a
média do Estado é 4,9. Cinquenta e quatro escolas que ofertam do 6º ao 9º ano
no Ceará estão entre as melhores do Brasil. Número é 46% maior que a última
edição do teste, em 2015.
O ensino médio, no entanto, segue sendo o principal desafio. Com média
de 3,8, o número ainda é 0,7 menor que a meta estabelecida.
Além disso, fatores como desigualdade de aprendizagem entre alunos mais
pobres e mais ricos também se acentuam, tirando o Ceará do 1º lugar do Brasil
na menor desigualdade no ensino fundamental e caindo para 13º no ensino médio.
Treze das 100 melhores escolas públicas que ofertam o ensino médio no País são
do Ceará. O destaque é que nove delas são profissionalizantes escolas que não
entraram para o cálculo da média.
Durante coletiva de imprensa, o secretário voltou a criticar a não
inclusão dessas unidades no cálculo. Para ele, a nota dessas escolas poderia
acrescentar até 0,2 à pontuação do Estado. "A justificativa é que, como
nos Idebs anteriores essas escolas não participavam da amostra, para manter a
comparabilidade resolveram retirar. Mas não é um argumento que aceitamos,
porque o Ideb precisa representar o esforço de cada rede em melhorar o ensino
médio".
Atualmente, o Ceará conta com mais de 650 escolas que ofertam ensino
médio e 119 são de educação profissionalizante.
Fonte: O Povo / Foto: Diário do Nordeste
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