Chove em cerca de 25 municípios do Ceará; Tauá registra 60 mm
Mumbai
Fritz explica que, nesta época do ano, a quantidade
reduzida de chuvas, pouca nebulosidade, condições secas à superfície e ventos,
em geral, mais fracos contribuem para este cenário de calor.
Ahmedabad
Chuvas foram registradas em, pelo menos 29 municípios do
Ceará no intervalo entre as 7h desta quinta-feira (22) e as 7h desta
sexta-feira (24), segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos
Hídricos (Funceme).
Na previsão realizada ontem, a Unidade de Tempo e Clima da
Funceme já havia indicado possibilidade de precipitações. Conforme o
meteorologista Raul Fritz, as chuvas do intervalo de 24 horas deram-se por
alterações atmosféricas próximo à Linha do Equador.
“As precipitações que ocorreram no Estado aconteceram
devida à formação de áreas de instabilidade associadas ao deslocamento
temporário da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) em direção ao litoral
do Ceará”, explica.
Até o momento, o maior registro de chuva foi em Tauá,
município do Sertão Central e Inhamuns, com 60 milímetros. A Funceme ainda
aponta 57,5 mm em Arneiroz, 53 mm em Catarina e ainda 50 mm em Orós, todos na
mesma região. Os dados ainda são parciais e podem ser acompanhados pelo
Calendário de Chuvas no site da Funceme ou por meio do aplicativo de mesmo
nome, disponível gratuitamente para Android e iOS.
Durante a manhã desta sexta, a Rede de Radares mantida pela
Funceme continua registrando chuvas, principalmente na porção oeste do Sertão
Central. Para hoje, a previsão do tempo indica nebulosidade variável com
eventos de precipitações no centro-norte do Estado. Nas demais regiões, céu
parcialmente nublado. Situação semelhante para o sábado (24).
Já para o domingo (25), os meteorologistas do órgão
estadual apontam nebulosidade variável com eventos de chuva em todo o Ceará.
Temperatura
Apesar das chuvas entre quinta e esta sexta, determinados
municípios do Estado continuaram registrando altas temperaturas. Em Jaguaribe,
a máxima foi de 39,6°C e 39,1°C em Morada Nova. Conforme dados no Instituto
Nacional de Meteorologia (Inmet), estas foram as maiores temperaturas do País
no intervalo de 24 horas.
“A sensação térmica aumenta em virtude dessas altas
temperaturas, ventos menos intensos e progressiva elevação da umidade do ar à
medida que nos aproximamos de dezembro e do mês de janeiro. O calor sentido por
cada um nós diminuirá quando o céu vier a permanecer mais nublado e as
primeiras chuvas chegarem - o que pode acontecer na Pré-Estação. Portanto,
dezembro e janeiro são os meses mais quentes do ano, principalmente se chover
pouco nesses meses”, finaliza o especialista da Funceme.
Fonte: Funceme
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