17 presos do regime semiaberto passam a ser monitorados por tornozeleira eletrônica, em Aurora
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Ahmedabad
Nesta segunda-feira (21), foram colocadas 17 tornozeleiras eletrônicas
em detentos do regime semiaberto no município. (Foto: Mardônio Barros)
em detentos do regime semiaberto no município. (Foto: Mardônio Barros)
Por Henrique Macêdo – Redação Aurora Notícias
No último dia 10 de janeiro, a cadeia pública de Aurora foi fechada, e
todos os apenados em regime fechado transferidos à PIRC (Penitenciária Regional
e Industrial do Cariri - Tourão) em Juazeiro do Norte. A medida faz parte do
processo de desativação das cadeias municipais do Governo do Estado, por meio
da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap). O procedimento já
havia sido iniciado no ano passado, mas foi intensificado neste mês com a nova
política prisional do Estado adotada pelo recém-empossado secretário estadual
de Administração Penitenciária, Luiz Mauro Albuquerque. Outras cidades do
cariri como Mauriti e Caririaçu também tiveram as suas cadeias fechadas e detentos
transferidos.
Na linha do entendimento do Superior Tribunal de Justiça - STJ, o regime
semiaberto deve ser cumprido em Colônia Agrícola ou Industrial. No entanto, na Comarca de Aurora
não existem unidades que possibilitem
que os presos exerçam atividades laborativas, como artesanato e outras, por
exemplo, que visam a ressocialização. À vista disso, ficou definida a adoção do
monitoramento eletrônico. Nesta segunda-feira (21), foram colocadas 17 tornozeleiras
eletrônicas em detentos do regime semiaberto no município.
De acordo com o representante do Ministério Público do Estado do Ceará,
promotor de Justiça Dr. Luiz Alexandre Cyrilo Pinheiro Machado Cogan, a Coordenadoria de Inteligência
(Coin), da Secretaria da Segurança Pública do Estado, vai encaminhar eventual
transgressão para o juízo e as medidas serão adotadas a partir desses
relatórios. Havendo alguma deterioração nas tonozeleiras por parte do apenado,
o ato será considerado crime de dano ao patrimônio público, previsto no Código Penal Brasileiro.
Promotor de Justiça Dr. Luiz Alexandre Cogan
(Foto: Mardônio Barros)
"O regime semiaberto agora vai ser através do monitoramento
eletrônico. O Coin vai encaminhar eventual transgressão para o juízo e as
medidas serão adotadas a partir desses relatórios. E, portanto, é importante
esclarecer que havendo alguma deterioração ou se a estragar o material, a
tornozeleira, isso pode ser considerado dano ao patrimônio público, já que é do
governo do estado, e definido como tipo penal como crime na nossa lei. Então,
todo o cuidado deve ser dispensado ao monitoramento eletrônico e os resultados
e os relatórios serão encaminhados para nós para serem avaliadas as situações
individualmente”.
O promotor também falou sobre o recebimento da notícia do fechamento da
cadeia pública local e avaliou desativação.
“O Ministério Público foi juntamente com o juízo informado no momento em
que estava acontecendo a transferência, uma vez até por questão de segurança, e
também para evitar algum tumulto. Essa decisão foi tomada pelo governo do
estado responsável pela administração das cadeias públicas. Então, a nós
Ministério Público incumbe essa fiscalização de como vai ser o regime semi-aberto
através do monitoramento eletrônico. Um eventual descumprimento pode ensejar em
uma regressão e nós estaremos alerta para essa situação”.
Segundo Dr. Luiz Cogan, os presos transferidos e suas famílias deverão
receber apoio jurídico e psicossocial da área técnica da Seap.
“O importante é que todos estão tendo o
esclarecimento através dos representantes da Coordenadoria de inteligência e as
famílias também estão sendo informadas em reunião com psicólogo. Esse momento
de esclarecimento visa a evitar que alguma situação de desconhecimento ou
alguma quebra de regime venha a ocorrer”.
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