Ator Caio Junqueira morre no Rio uma semana após acidente
Mumbai
Vídeo: Rede Globo
O ator fez parte do elenco de "Zuzu Angel" e "Quase nada", de Sérgio Rezende, "For all - O trampolim da vitória", de Buza Ferraz e Luiz Carlos Lacerda, "O que é isso, companheiro?", de Bruno Barreto, além de "Abril despedaçado" e "Central do Brasil", ambos assinados por Walter Salles.
Ahmedabad
O ator Caio Junqueira em 2007 — Foto: TV
Globo / Márcio de Souza
O ator Caio Junqueira, do filme
'Tropa de Elite', morreu nesta quarta-feira no Rio aos 42 anos. Ele tinha
sofrido um acidente de carro no Aterro do Flamengo no último dia 16 e desde
então estava internado no Hospital Miguel Couto.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que o ator morreu às 5h15.
Ele dirigia sozinho em direção ao Centro do Rio, perdeu o controle do
carro, que subiu o meio-fio, bateu em uma árvore e capotou. Caio ficou preso
dentro do veículo, desacordado.
Imagens de câmeras da prefeitura registraram o momento do grave
acidente. No vídeo, o carro, aparentemente em alta velocidade, cruza a pista da
direita para a esquerda, até subir o meio-fio.
A terra do canteiro central, que é gramado, levanta ao lado de uma área
arborizada, que esconde o impacto do veículo em uma das árvores.
Na semana do acidente, amigos e colegas de profissão do ator pediram
doações de sangue para ele em redes sociais.
Trajetória
O ator Caio Junqueira iniciou a carreira ainda criança e deixou um
legado profissional extenso. Ao todo, ele participou de mais de 20 produções
televisivas, além de 10 curtas e pelo menos 15 longas.
Caio de Lima Torres Junqueira nasceu no Rio de Janeiro, em 20 de
novembro de 1976. Filho do ator Fábio Junqueira, ele é irmão por parte de mãe
do também ator Jonas Torres.
Ele iniciou a carreira no teatro em 1984, aos 7 anos de idade. No ano
seguinte, fez sua estreia televisiva ao lado de Diogo Vilela e Zezé Polessa no
seriado "Tamanho família", da extinta TV Manchete. Naquele mesmo ano,
também estreou no cinema, no filme "Com licença, eu vou à luta", de
Lui Faria.
O primeiro trabalho na TV Globo se deu em um episódio do seriado
"Armação ilimitada", de Guel Arraes, ao lado do irmão Jonas.
A partir daí, ele fez várias séries e novelas na emissora:
"Desejo", "A viagem", "Engraçadinha, seus amores e
seus pecados", "Hilda Furacão", "O clone", "Um
anjo caiu do céu", "O quinto dos infernos" e "Chiquinha
Gonzaga" estão entre seus principais trabalhos.
Caio sempre deu grande atenção ao cinema – foram 10 participações em
curtas e pelo menos 15 longas. Em 1996, ele venceu o prêmio de ator revelação
do Festival de Gramado pela participação no filme "Buena sorte", de
Tania Lamarca.
O ator fez parte do elenco de "Zuzu Angel" e "Quase nada", de Sérgio Rezende, "For all - O trampolim da vitória", de Buza Ferraz e Luiz Carlos Lacerda, "O que é isso, companheiro?", de Bruno Barreto, além de "Abril despedaçado" e "Central do Brasil", ambos assinados por Walter Salles.
No entanto, não há dúvidas de que seu personagem mais marcante junto ao
público foi o aspirante Neto, oficial recém-formado da Polícia Militar do Rio
de Janeiro, no filme "Tropa de elite", de José Padilha.
Nos últimos anos, Caio participou de novelas e seriados na TV Record e
na Fox Brasil. Seu trabalho mais recente foi o personagem Henrique Villa Verde,
na série "O mecanismo", da Netflix, quando repetiu a parceria com o
diretor José Padilha.
Fonte: G1
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