Capital cearense vive madrugada de ataques articulados por fações
Mumbai
Ahmedabad
Foto: Mateus Dantas / O Povo
Fortaleza e bairros da Região
Metropolitana atravessaram uma nova madrugada de ataques articulados por
facções criminosas. Foram pelo menos 30 das 21 horas até 2 horas da manhã desta
sexta-feira, 4.
O POVO foi a sete bairros onde as forças de segurança do Ceará foram
acionadas para atender as ocorrências. Três desses atentados foram considerados
muito graves pela Polícia Militar. Na Pajuçara, que fica no município de
Maracanaú, bandidos incendiaram uma agência da Caixa Econômica.
Eles invadiram a agência, na rua Raul Teófilo, com um carro e atearam
fogo no veículo. O incêndio destruiu completamente os caixas rápidos da entrada
da Caixa e aparelhos de videos do banco. Ninguém ficou ferido. Mais cedo,
outros criminosos atiraram contra uma agência do Bradesco na Vila União, em
Fortaleza.
Também na capital cearense, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate)
foi chamado para recolher e detonar uma bomba deixada em uma das colunas de um
viaduto da avenida Washington Soares, próximo à fábrica da cachaçaria Ypióca.
Por mais de uma hora, a PM bloqueou a via e desvio o tráfego pela rua Eudes
Cardoso.
Na madrugada desta quarta para quinta-feira, os criminosos explodiram
parcialmente uma coluna de um viaduto localizado em Caucaia, na Região
Metropolitana de Fortaleza.
Os faccionados também foram ousados ao explodir um veículo que estava
recolhido num estacionamento improvisado do 27º Distrito Polícial, no bairro
João XXIII, em Fortaleza. Homens em duas motos e dois carros, lançaram uma
bomba entre os automóveis apreendidos da delegacia.
A explosão, segundo um policial que pediu para não ser identificado, foi
ouvida em bairros vizinhos ao João XXIII. O que indicaria o uso de dinamite.
Os ataques das facções seriam uma reação ao discurso do novo secretário
da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque. Na última quarta-feira, ele
afirmou que não reconhece o poder das facções nas cadeias e que presos têm de
ir para onde há vagas e não para os presídios dominados por grupos específicos
do crime organizado. Desde 2016 às cadeias no Ceará são divididas por facções.
Fonte: O Povo
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