Meta da Segurança no CE é elucidar, pelo menos, 50% dos homicídios
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Ahmedabad
Aumento
do efetivo da PM deve ocorrer nos próximos anos. - FOTO: THIAGO GADELHA
Menos crimes e mais punições. O planejamento da Secretaria
da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) para 2020 é direto e pensado para
acontecer por meio de uma série de investimentos. A criminalidade que assola o
Estado do Ceará, principalmente por meio das ações das facções criminosas, deve
continuar a ser combatida de frente pelos agentes de segurança.
Foram, aproximadamente, 2.220 Crimes Violentos Letais e
Intencionais (CVLIs) e 47 mil Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVPs) no
Ceará, neste ano de 2019. Em entrevista concedida ao Sistema Verdes Mares, o
titular da SSPDS, André Costa, falou sobre as ações pensadas em prol da
Segurança Pública para o ano que se aproxima. O secretário pontuou que 2019 é
um ano que finaliza de forma positiva para a Pasta e a ser tomado de exemplo
para aperfeiçoar os resultados que virão.
Atualmente, de acordo com a Secretaria, cerca de 40% dos
Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) no Estado são elucidados. Há dois
anos, o índice estava em torno de 25%. Para 2020, o desafio é superar os 50% de
resolubilidade dos CVLIs a partir da adoção de uma série de estratégias.
"Para chegar aos 50%, a SSPDS planeja ter mais
investigadores e ampliar o trabalho pericial. Aumentar também o quantitativo de
policiais militares nas ruas. Temos hoje na ativa aproximadamente 19 mil
militares, 3.700 policiais civis, 1.700 bombeiros (este o maior efetivo da
história) e 450 na Perícia Forense. Em janeiro o governador deve anunciar as
melhorias salariais para os servidores da Segurança. Devemos ter mais concursos
públicos. Vamos primeiro definir as melhorias salariais e depois ver as
contratações, os novos servidores", afirmou Costa.
O secretário considera que o efetivo atual da PM é
adequado, mas no futuro próximo precisa ser aumentado para repor as saídas e
suprir projetos de ampliação, como a extensão do Batalhão de Policiamento de
Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio) a mais cidades do interior e
instalação de novas bases do Programa Proteger, onde são colocadas equipes
fixas da PMCE em territórios historicamente disputados por organizações
criminosas rivais.
Outra meta traçada pelas autoridades é permanecer reduzindo
os índices de homicídios e roubos. Conforme o secretário André Costa, 2019 será
encerrado como o ano com menor número de homicídios em toda a década do Estado.
Agora, o mínimo pensado pelos agentes é baixar os números em 7% a cada ano.
"A gente insere nas metas que são pagas aos policiais,
por território, por região e para todo o Estado, a meta de 7% em CVLI e roubos.
Trabalhamos com essa meta para, pelo menos, conseguir manter esse patamar de
redução e que seja uma diminuição constante, sólida, e não aquela coisa de um
ano cai e outro ano sobe. Ressaltando que essa meta de 7% ao ano corresponde ao
dobro da meta nacional, que é de 3,5%, conforme estudo do Governo Federal
levando em conta indicadores da América Latina", ponderou o titular da
SSPDS, André Costa.
Facções
Em relação à presença das facções criminosas no Estado, o
secretário destaca que, em 2019, os faccionados deixaram de usar o Sistema Penitenciário
como um ponto de onde partiam os comandos para cometer crimes nas ruas.
O isolamento das lideranças nos presídios atrelado ao
trabalho de investigação e recuperação de ativos aos bens que pertenciam a
estes grupos vem fazendo com que eles percam força. De acordo com o gestor, nos
dois últimos anos as autoridades conseguiram recuperar mais de R$ 83 milhões de
ativos.
À facção local Guardiões do Estado (GDE) foi dada atenção
especial por ter sido este grupo a protagonizar maior parte dos ataques
ocorridos por todo este ano. "Por mais que puxem alguém para ocupar um
cargo de chefia em um grupo desse, não tem a mesma liderança, o mesmo
reconhecimento daqueles criminosos que aquela pessoa merece ser seguida. Se
estancou o crescimento e tem havido um decréscimo. Pessoas que buscam sair do
mundo do crime", disse André Costa.
O secretário reforçou o compromisso de "forçar a
redução dos índices de violência e exercer atuação mais firme, mais rígida nas
ruas" se comprometendo a permanecer à frente do cargo ao longo do ano que
se aproxima.
Diário
do Nordeste
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