Cão morre após comer bolas de carne com cacos de vidro; médico que trabalha em hospital do Crato é suspeito de ser o mandante do crime
Um cão morreu envenenado na cidade de Moreilândia, no
Sertão de Pernambuco, após ingerir bolas de carne misturadas propositalmente
com pedaços de vidro. O caso aconteceu no distrito Serra Monduri, zona rural do
município. Embora o crime tenha sido registrado no estado vizinho, as
investigações estão sendo conduzidas pela Delegacia Regional de Polícia Civil
(DRPC) do Crato. Isso porque o principal suspeito pelo crime seria um médico
pediatra que trabalha em um hospital do município localizado no Cariri
cearense. É o que denuncia a Associação Defensora dos Animais Carentes (Adac),
com sede no Crato, que registrou um boletim de ocorrência contra o profissional
no fim da tarde deste domingo, 22.
O POVO procurou a Polícia Civil do Ceará (PC-CE), via
correspondência eletrônica, mas não recebeu detalhes sobre o caso até a
publicação desta matéria. A reportagem também entrou em contato com a DRPC, no
Crato, através de chamada telefônica, mas foi informada por um servidor que não
havia delegado (a) disponível para tratar sobre o procedimento investigativo.
Por ser suspeito perante a Lei e ainda não ter sido citado formalmente em
processo judicial, o médico não terá seu nome divulgado pelo O POVO.
Segundo a Adac, a morte do animal teria sido encomendada
pelo médico a um caseiro que presta serviços em uma de suas propriedades. Por
meio de nota divulgada nas redes sociais, a Ong afirma que o pediatra também é
suspeito de ter ordenado o assassinato de outros cães na região.
“Esse dog era muito amado pela família e pela comunidade,
exceto por um vizinho que é médico pediatra e que manda matar todos os animais
que chegam perto de sua propriedade. Esse indefeso foi morto após ingerir
inocentemente bolas de carne com cacos de vidro. Quem lançou as bolas foi o
caseiro do pediatra. Ele [caseiro] confirmou que foi a mando do ‘Dr.Criminoso’.
A Adac já realizou o B.O e esperamos que eles sejam punidos pela justiça”, diz
a instituição.
Fonte:
O Povo
