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Crato celebra 254 anos de fundação; conheça um pouco sobre a história do município.

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Crato-Ceará / Foto: Ascom/Prefeitura de Crato

Por Antônio Vicelmo – Repórter DN e Rádio Educadora do Cariri

Com 130.604 habitantes, segundo a última estimativa do IBGE, Crato é a segunda cidade mais importante do Cariri, depois de Juazeiro do Norte. Está em um entroncamento rodoviário que lhe interliga ao Piauí, Paraíba e Pernambuco, além da Capital do Ceará. Suas origens remontam a tempos remotos, quando se estabeleceram na região os Índios Kiriris e depois os Cariris.

Colonização

Os primeiros colonizadores brancos teriam sido os agentes da Casa da Torre (Bahia), seguidos de pernambucanos e sergipanos, ocupando terras localizadas no Riacho dos Porcos (Brejo dos Santos), no extremo sul da Capitania do Ceará.

Na primeira década do Século XVIII, ou precisamente, nos anos de 1702 a 1704, tem-se como primeiro cessionário de terras no Cariri o sesmeiro potiguar, Manuel Rodrigues Ayrosa. Sua posse situava-se na gleba São José, no vale denominado de Lagoa do Ayrosa, entre as cidades que, posteriormente, se denominariam de Crato e Juazeiro (Sítio São José).

A partir de 1714, quando os investidores pernambucanos e baianos iniciam suas investidas, formando contingentes mais numerosos, o imenso Vale do Cariri passa por sucessivas divisões, em povoamento rápido e altamente produtivo.

Por volta de 1750, chegou à região, o primeiro engenho, vindo de Pernambuco, e a atividade pastoril, que era a principal preocupação dos moradores do lugar, foi substituída pela cultura e o beneficiamento da cana de açúcar.

O fato determinou o surgimento da aristocracia rural do Cariri, tendo como núcleo o "Brejo Grande", onde hoje está a cidade de Crato, e que se estendia pelos territórios dos atuais Municípios de Barbalha, Jardim, Missão Velha, Caririaçu, Juazeiro do Norte, Farias Brito, Santana do Cariri e Milagres.

Fatos históricos

Ao longo dessa sua existência de mais de dois séculos, Crato testemunhou alguns dos episódios mais importantes para a história do Ceará. Em 1817, um dos seus filhos mais ilustres, o então jovem subdiácono da Paróquia, padre José Martiniano de Alencar, na hora do sermão, fez a leitura do manifesto de José Luís de Mendonça, aderindo ao movimento revolucionário iniciado em Pernambuco.

Acompanhado de seu irmão, Tristão Gonçalves, encontrou em Jardim, a 5 de maio de 1817, o apoio de seu tio Leonel Pereira de Alencar, e partiram, cheios de entusiasmo, para fazer a Revolução em terras do Ceará.

Durou pouco o seu sonho. Sob o comando do capitão-mor José Pereira Filgueiras, as forças fiéis ao governo da época sufocaram a rebelião. Algemados, os irmãos José Martiniano de Alencar e Tristão Gonçalves, juntamente com a mãe, Bárbara de Alencar, foram enviados a Fortaleza, onde foram encarcerados e torturados.

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