Severidade da seca se agrava no sul do Ceará em junho, aponta estudo
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| Foto: Reprodução |
O volume de chuva em junho no Ceará não foi suficiente
para amenizar os efeitos da seca no estado. Na região sul, a severidade da estiagem
se agravou ainda mais no período, conforme estudo Monitor da Seca, desenvolvido
pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, em parceria com
órgãos de previsão do tempo do Nordeste.
O Ceará tinha, em junho deste ano, 36,75% do seu
território sem seca relativa, ou seja, sem impactos negativos a curto e longo
prazos. O cenário é semelhante ao mês anterior (36,76%), porém a situação ainda
é preocupante, pois 63,25% do estado ainda possui algum nível de seca.
Conforme a Funceme, houve aumento da área com seca grave.
Nas demais áreas do Ceará, os indicadores não mostram alterações no quadro de
seca. Em uma ampla área, na região norte, são observadas condições sem seca
relativa.
Situação
no Nordeste
Historicamente, no mês de junho, o litoral oeste do
Maranhão (MA), uma pequena área na faixa litorânea do Ceará (CE), e a faixa
litorânea do leste da região Nordeste do Brasil (NEB) são as áreas do Nordeste
que possuem os maiores índices pluviométricos, com volumes superiores a 150 mm.
Em algumas dessas regiões os índices pluviométricos são
superiores a 250 mm, principalmente nas áreas litorâneas entre Rio Grande do
Norte (RN) e centro da Bahia (BA). As demais regiões do Nordeste, de um modo
geral, historicamente, possuem índices pluviométricos inferiores a 75 mm e, em
grande parte da região, como no centro-sul do Maranhão, grande parte do Piauí,
centro-sul do Ceará, extremo oeste de Pernambuco e centro-oeste da Bahia, a
climatologia de precipitação é inferior a 25 mm.
Fonte:
G1 CE
Tags:
Ceará
