Secretaria da Saúde do Ceará orienta sobre prevenção e tratamento de hanseníase
Mumbai
Ahmedabad
Foto: Divulgação
Janeiro é o mês da campanha mundial de combate e prevenção à hanseníase.
Quanto mais cedo for o diagnóstico da doença, mais rápida é a cura. A
Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) orienta sobre os principais cuidados para
evitar o contágio da doença.
Doença crônica e infectocontagiosa, causada pelo bacilo de Hansen
(Mycobacterium leprae), a hanseníase não é hereditária e a evolução depende de
características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada. A
transmissão se dá entre pessoas. Ao sinal dos primeiros sintomas como manchas
brancas ou avermelhadas na pele e perda de sensibilidade, deve-se procurar a
Unidade Básica de Sáude (UBS) mais próxima.
A vigilância e o controle da hanseníase, por meio de ações com foco na
Atenção Primária, podem facilitar o acesso ao tratamento oportuno reduzindo as
incapacidades físicas, que são a mais séria consequência de um diagnóstico
tardio. Em 2018, o Ceará registrou 1.700 casos de hanseníase.
Como prevenir
A doença é transmitida de uma pessoa doente que não esteja em tratamento
para uma pessoa saudável suscetível. É importante convencer os familiares e
pessoas próximas a um doente a procurarem uma UBS para avaliação, quando for
diagnosticado um caso de hanseníase na família. Dessa forma, a doença não será
transmitida nem pela família nem pelos parentes próximos e amigos.
A hanseníase tem cura, mas pode causar incapacidades físicas se o
diagnóstico for tardio ou o tratamento não for realizado adequadamente, pelo
período recomendado pelo médico, já que atinge pele e nervos.
Tratamento gratuito
O tratamento para hanseníase é gratuito e oferecido na rede básica do
Sistema Único de Saúde (SUS). No Ceará, o Centro de Referência Nacional em
Dermatologia Sanitária Dona Libânia, da rede Sesa, é uma das principais
referências de acompanhamento e atendimentos às pessoas com hanseníase. Fica na
Avenida Pedro I, 1033, Centro.
O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas. A primeira
consulta é por meio da Central de Regulação, quando o paciente é encaminhado de
um posto de saúde. Para pacientes com hanseníase, a demanda é espontânea. Ou
seja, a primeira consulta não precisa de encaminhamento.
Na assistência, além de atendimentos a pacientes com hanseníase, o
Centro Dona Libânia realiza também atendimentos em dermatologia geral,
dermatologia pediátrica, DST/Aids, oncologia cutânea, alergia, dermatoses
ocupacionais, cirurgia dermatológica, entre outros.
Assessoria de Comunicação / SESA
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Saúde
