Após recurso judicial, mulher de 40 anos deve receber fertilização custeada pelo SUS
Mumbai
Ahmedabad
Rita diz que a vontade de ser mãe aumentou após casar e que agora deve
realizar seu sonho. - Foto: Arquivo Pessoal
Para alcançar o sonho de ser mãe, uma mulher de 40 anos conseguiu
recurso judicial que permite o procedimento de fertilização in vitro custeada
com recursos públicos. Residente em Crato, Rita de Cássia Rocha teve sua
fertilidade prejudicada por conta de medicamentos contra o lúpus e agora deve
ter a possibilidade de engravidar. Hoje (10), no dia Mundial do Lúpus e às
vésperas do Dia das Mães, a emoção é clara na fala de Rita de Cássia.
Há cerca de dois anos, Rita recorre ao Núcleo da Defensoria Pública do
Município o direito de fazer parte da Política Nacional de Atenção Integral em
Reprodução Humana Assistida. O processo gratuito de fertilização é para
mulheres de até 38 anos, como explica a defensora pública, Jannayna Nobre. “Ela
já tinha 40 anos, então não podia fazer parte deste programa. Foi necessária a
judicialização”.
Há quase 10 anos a cratense descobriu que havia contraído lúpus, doença
auto imune, e por conta da medicação passou a ter dificuldades para engravidar.
Rita de Cássia conta que sempre desejou ser mãe e que, após casar, o sonho se
intensificou. Quando seu marido encontrou, na internet, a possibilidade de
recorrer à Justiça, Rita ficou motivada a buscar o direito.
A próxima fase é realizar alguns exames para poder realizar a fertilização
in vitro. “Eu tô meio atônita, a ficha ainda não caiu. Foi mais uma conquista,
a minha vida sempre foi de batalhas. Quando eu descobri o lúpus eu tive
praticamente um tempo (determinado) de vida, eu consegui vencer. Agora, esse
processo que era praticamente impossível e agora vamos partir para fertilização
de fato”, conta emocionada.
Em busca da maternidade
O caso é inédito no Ceará, conforme a defensora pública de Rita. “Era
muito comum essas ações para fertilização in vitro contra planos de saúde,
agora contra o SUS (Sistema Único de Saúde) eu não consegui ver nenhum (caso)
julgado aqui no Ceará.” Jannayna diz que se baseou em um caso do Rio de Janeiro
foi realizado um processo similar.
Jannayna Nobre, especializada em direito de família, conta que Rita de
Cássia se tornou conhecida por todos na Defensoria Pública pela sua
persistência em realizar o sonho de ser mãe. “É uma decisão importante porque
uma pessoa, que não tinha condições de pagar fertilização, teve garantido o
direito de ser mãe”, pontua sobre o caso.
Jannayna explica que a infertilidade é considerada uma doença, e por
isso Rita tem o direito de buscar tratamento no SUS. Ela conta que uma
determinação permitia Rita realizar o procedimento em um hospital público, mas
que a ordem foi descumprida. Então, um novo processo ordenou que recursos
públicos subsidiem o tratamento em uma clínica privada.
Rita está se preparando para realizar a fertilização in vitro no mês em
que se comemora o dia das mães. “É uma emoção sem explicações. Eu trabalho com
crianças, sou pedagoga, sempre tiver um ‘chama’ para crianças”, diz ao revelar
que gostaria de ter uma menina.
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Fonte: Diário do Nordeste
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