Coronavírus: Senado aprova distribuição de merenda às famílias com filhos na rede pública de ensino
Mumbai
Ahmedabad
Foto:
Waldemir Barreto/Agência Senado
O Plenário do Senado aprovou
nesta segunda-feira (30) o PL 786/2020, projeto que estabelece a distribuição
dos alimentos da merenda escolar às famílias dos estudantes que tiveram
suspensas as aulas na rede pública de educação básica devido à pandemia do coronavírus.
Apresentado pelo deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA), o projeto foi aprovado
na Câmara dos Deputados no último dia 25 e, em seguida, tramitou no Senado em
regime de urgência. O texto segue agora para sanção da Presidência da
República.
De acordo com o projeto, o
dinheiro do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) continuará a ser
repassado pela União a estados e municípios para a compra de merenda escolar.
Como as escolas públicas estão fechadas por causa da pandemia, os alimentos deverão
ser distribuídos imediatamente aos pais ou aos responsáveis pelos estudantes
matriculados nessas escolas.
A distribuição dos alimentos
da merenda escolar poderá ser feita todas as vezes em que as aulas da rede
pública forem suspensas em razão de situação de emergência ou de calamidade
pública. Segundo o Censo Escolar 2019, o Brasil possui quase 39 milhões de
crianças e adolescentes matriculados na rede pública de educação básica. Na
rede privada, estima-se que haja pouco mais de nove milhões de estudantes.
O senador Rodrigo Cunha
(PSDB-AL) foi o relator da matéria na Casa. Ele declarou que a proposição é
“altamente elogiável”, na medida em que busca assegurar a alimentação de
milhões de crianças e jovens que dependem da merenda escolar, durante o período
de suspensão das aulas, devido a emergência ou calamidade pública.
— Notadamente neste momento,
em que vivemos a crise mais grave de nossa história, em decorrência da pandemia
de coronavírus, entendemos ser papel do Poder Público oferecer apoio às crianças
e jovens que se encontram extremamente vulneráveis — afirmou o relator.
Emendas
A senadora Rose de Freitas
(Podemos-ES) apresentou uma emenda e o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE)
sugeriu outras três — todas rejeitadas pelo relator. Rose queria um item para
estabelecer que, em situações como a vivenciada pelo país neste momento, fosse
oferecido às famílias de crianças matriculadas na educação infantil um auxílio
financeiro, para ser usado na alimentação. Rodrigo Cunha elogiou a ideia, mas
alegou violação constitucional para rejeitar essa sugestão.
Duas das emendas de Alessandro
Vieira previam aumentar os recursos para a distribuição da merenda escolar,
utilizando verbas, por exemplo, do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do
Escolar (Pnate). Ao justificar a rejeição dessas emendas, o relator lembrou que
outras despesas continuam sendo demandadas.
Outra emenda de Alessandro
previa que os gestores públicos deveriam utilizar os recursos,
preferencialmente, na compra de gêneros alimentícios diretamente da agricultura
familiar. Rodrigo Cunha lembrou que já há uma previsão legal com a determinação
de que no mínimo 30% dos recursos financeiros repassados aos entes federados
pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no âmbito do PNAE,
deverão ser utilizados na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da
agricultura familiar e do empreendedor familiar rural
O relator ainda lembrou que a
aprovação de qualquer dessas emendas implicaria a necessidade de retorno da
proposição à Câmara dos Deputados. Rodrigo Cunha apresentou apenas uma emenda
de redação, para corrigir uma referência legal no texto. A matéria foi aprovada
de forma simbólica e votada de forma remota.
Fonte: Agência Senado
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