Senado aprova auxílio de R$ 600 a trabalhadores informais por três meses
Mumbai
Ahmedabad
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O Senado aprovou hoje (30)
projeto que estabelece o pagamento de um auxílio emergencial de R$ 600 a
trabalhadores informais, incluindo autônomos, e em contrato intermitente
durante três meses. O texto agora vai à sanção do presidente Jair Bolsonaro
(sem partido).
O auxílio de R$ 600, conhecido
como "coronavoucher", tem como objetivo amenizar dificuldades
financeiras da população mais carente durante a pandemia da covid-19, doença
causada pelo coronavírus, devido ao isolamento social recomendado pelo
Ministério da Saúde e pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para evitar a
propagação do vírus.
Líderes do Senado concordaram
hoje em não fazer alterações que mudassem o mérito do projeto aprovado na
semana passada pela Câmara dos Deputados para não adiar o pagamento dos R$ 600.
Se sofresse mudanças, teria de ser analisado de novo pelos deputados federais.
Inicialmente, o governo
federal havia proposto auxílio de R$ 200. No entanto, o presidente da Câmara,
Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que votariam o valor de R$ 500. A avaliação do
Congresso Nacional era de que R$ 200 seriam insuficientes. Ao longo da sessão,
Bolsonaro disse que aceitava subir o benefício para R$ 600.
O projeto foi aprovado hoje no
Senado por unanimidade e contou com orientação favorável de todos os partidos.
Senado fará novo projeto para
ampliar beneficiados para abranger mais categorias e pessoas como aptas a
receber o benefício, o Senado vai elaborar um novo projeto com base em
sugestões apresentadas e não contempladas para que o texto aprovado hoje já
fosse à sanção presidencial.
Deverão ser incluídos, por
exemplo, taxistas, pescadores artesanais, mães menores de idade, indígenas,
caminhoneiros e músicos.
O projeto estabelece que, no
período de três meses, o auxílio poderá ser concedido ao trabalhador maior de
18 anos, que não tenha emprego formal e cuja renda familiar mensal seja de até
três salários mínimos (R$ 3.135) ou de até meio salário mínimo (R$ 522,50) por
pessoa. A renda familiar é a soma dos rendimentos brutos de todos os membros de
uma mesma casa.
A pessoa também não pode
receber aposentadoria, seguro-desemprego ou benefício de outro programa de
transferência de renda federal a não ser o Bolsa Família. Se receber o Bolsa
Família, o trabalhador receberá o benefício de maior valor de forma automática.
Ainda, não pode ter recebido
rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70, em 2018. O benefício poderá ser
pago a até dois membros da mesma família. A proposta estabelece que se a mãe de
família for a única trabalhadora e responsável pelo lar terá direito ao valor
de R$ 1,2 mil mensais.
Outro pré-requisito é que a
pessoa atenda a uma das seguintes condições: ser microempreendedor individual
(MEI), contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social assim como
trabalhador informal inscrito no CadÚnico (Cadastro Único para Programas
Sociais do Governo Federal) até 20 de março deste ano.
Quem não estava inscrito até a
data poderá fazer uma autodeclaração para ter acesso ao benefício. A
regularidade da situação do trabalhador deverá ser verificada pelo governo
posteriormente.
Segundo o relatório do projeto
no Senado, os trabalhadores por conta-própria "não registrados como MEI ou
contribuinte individual da Previdência também receberão o benefício" desde
que sigam os demais pré-requisitos.
O auxílio será pago por bancos
públicos federais em conta tipo poupança social digital, de forma automática,
sem necessidade de apresentação de documentos nem tarifas de manutenção.
O texto prevê que os
beneficiários não paguem pela transferência dos valores para uma conta bancária
de uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo BC (Banco Central).
Isso abre brecha para a cobrança de tarifa na transferência do dinheiro para
uma conta de pagamento de uma fintech, por exemplo.
Segundo o ministro da
Cidadania, Onyx Lorenzoni, o pagamento será feito por meio do sistema da Caixa
Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste,
lotéricas e dos Correios.
Apesar disso, ele afirmou que
o sistema para concessão dos benefícios ainda não está pronto e pediu que a
população não vá às agências bancárias. Depois que o projeto for sancionado,
será preciso a edição de um decreto para regulamentar o pagamento do benefício
e de uma MP (Medida Provisória) para liberar os recursos, informou.
O projeto também amplia, de
maneira gradual, a quantidade de pessoas que podem requisitar o BPC (Benefício
da Prestação Continuada) voltado a deficientes e idosos carentes.
O texto expande o critério de
concessão do BPC para famílias com renda de até um quarto do salário mínimo até
dezembro de 2020. A partir de 2021 esse limite volta para até meio salário
mínimo por pessoa. Os valores vão depender do grau de deficiência ou
miserabilidade do beneficiário.
Fonte: Uol Notícias
Tags:
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