PF apura fraudes em licitações na Secretaria de Educação de Juazeiro do Norte
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A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria
Geral da União-CGU, deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 15/07, as Operações
QUADRO NEGRO, FRUTO DE ESPINHO e BEREMIZ, simultaneamente, com o objetivo de
coletar novos elementos de prova sobre a atuação de três grupos criminosos em
processos licitatórios realizados pela Secretaria de Educação de Juazeiro do
Norte CE, entre os anos de 2018 e 2019, e que obtiveram elevados lucros de
forma indevida.
Mais de 120 policiais federais e auditores da CGU
participam das operações no cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão no
Ceará, incluindo a capital cearense, e os municípios de Irauçuba, Bela Cruz e
Barbalha, além de Belém /PA e São Paulo/SP.
As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal do
Ceará, em três inquéritos policiais distintos, e estão sendo cumpridas em
caráter concomitante para a intercomunicação das investigações. Também foi
determinado o bloqueio de valores e bens dos principais envolvidos para
recomposição do dano ao erário.
Segundo as investigações, os grupos estão interligados,
sendo compostos por servidores públicos e empresários que burlaram processos
licitatórios a partir do direcionamento de compras superfaturadas de kits de
livros didáticos, paradidáticos e implantação de solução gameficada de
matemática para a rede pública daquele município.
A operação Quadro Negro investiga fraude em licitação por
meio da qual foram contratadas duas empresas de fachada para o fornecimento de
kits de livros paradidáticos destinados aos alunos da rede pública municipal de
ensino, com recursos provenientes do FUNDEB, ao custo de R$ 9,4 milhões.
Já a operação Fruto de Espinho apura esquema que beneficiou
uma empresa que recebeu o repasse de R$ 6.297 milhões, por meio de dois
processos de inexigibilidade de licitação. Indícios apontam o favorecimento de
agentes políticos e, ainda, manobras com vistas à lavagem de dinheiro.
A Beremiz investiga a compra direta, também por
inexigibilidade de licitação, de livros paradidáticos de matemática,
denominados com aplicativo digital, ao valor individual de R$ 290, cujos
indícios apontam para o direcionamento de contratação do produto superfaturado,
no valor global de R$ 2,233 milhões, fornecido por uma startup, com sede no
estado do Pará.
Os investigados responderão, de acordo com o nível de
participação, pelos crimes de lavagem de dinheiro, inexigibilidade de licitação
fora das hipóteses legais e fraude à licitação pública.
Será concedida entrevista coletiva hoje, 15/07, às 10h30,
na sede da Delegacia de Polícia Federal em Juazeiro do Norte, na Rua
Interventor Erivano Cruz, 55, 3º andar.
Comunicação
Social da Polícia Federal em Juazeiro do Norte/CE
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